Metodologia do simulador
Atualizado em 2026-07 · Próxima revisão prevista: 2027-01
Esta página explica, de forma transparente, como o simulador do Aposenta.br chega às estimativas: quais regras da Reforma da Previdência ele aplica, quais situações ele não consegue calcular, os limites conhecidos e com que frequência revisamos os parâmetros. O objetivo é que você entenda exatamente o que está — e o que não está — por trás de cada número. Toda estimativa é aproximada e não substitui o Meu INSS.
Como o cálculo funciona
O simulador recebe quatro dados — data de nascimento, sexo (para as tabelas do INSS), tempo de contribuição e salário médio de contribuição — e projeta, mês a mês, quando você passaria a cumprir os requisitos de cada regra, supondo que você continue contribuindo até se aposentar. Para cada regra aplicável ao seu perfil, ele calcula o primeiro momento de elegibilidade, a idade e o tempo de contribuição nesse ponto e um valor mensal estimado. Nada é enviado a servidores: o cálculo roda inteiramente no seu navegador.
O valor estimado parte da regra geral pós-reforma: coeficiente de 60% da média + 2% para cada ano de contribuição que exceder 15 anos (mulher) ou 20 anos (homem), limitado a 100%. Aplicamos o teto do INSS (R$ 8.475,55 em2026) e o piso de 1 salário mínimo (R$ 1.621,00). No pedágio de 100%, o coeficiente é sempre 100% da média.
Quais regras o simulador cobre
Regra de pontos (art. 15)
Soma de idade + tempo de contribuição. Em 2026: 93 (mulher) e 103 (homem), subindo 1 ponto por ano até 100/105, com tempo mínimo de 30/35 anos.
Idade mínima progressiva (art. 16)
Idade mínima que sobe 6 meses por ano. Em 2026: 59.5 anos (mulher) e 64.5 anos (homem), até estabilizar em 62/65, com o mesmo tempo mínimo de contribuição.
Pedágio de 50% (art. 17)
Para quem estava a até 2 anos do tempo mínimo em 13/11/2019. Sem idade mínima, mas o valor real usa o fator previdenciário — por isso tratamos a estimativa como teto otimista.
Pedágio de 100% (art. 20)
Idade mínima de 57 (mulher) / 60 (homem) e o dobro do tempo que faltava em 13/11/2019. Paga 100% da média.
Aposentadoria por idade (regra permanente)
62 anos (mulher) / 65 anos (homem) com pelo menos 15 anos de contribuição.
O que o simulador não cobre
Justamente por rodar só com quatro dados, o simulador não enxerga várias situações que podem mudar bastante o resultado. Ele não calcula:
- Tempo especial (insalubridade/periculosidade), que tem regras e conversões próprias.
- Tempo rural e a aposentadoria do segurado especial, com idades e comprovações diferentes.
- Contribuições concomitantes (dois ou mais vínculos ao mesmo tempo).
- O fator previdenciário exato do pedágio de 50% — usamos uma estimativa sem o redutor.
- A revisão da vida toda e outras revisões que dependem do histórico completo do CNIS.
- Aposentadoria da pessoa com deficiência e regras de servidores públicos (RPPS).
Limites conhecidos
- • A projeção supõe contribuição contínua e sem lacunas até a aposentadoria; interrupções adiam a elegibilidade.
- • A média informada é usada como está — não recalculamos os salários desde 07/1994 nem aplicamos atualização monetária.
- • Não temos acesso ao seu CNIS. A palavra final é sempre da simulação oficial do Meu INSS, que usa seus dados reais.
- • Os degraus das tabelas sobem a cada 1º de janeiro; um resultado de 2026 pode não valer no ano seguinte.
Fontes e parâmetros de 2026
- Emenda Constitucional 103/2019 (arts. 15 a 20) ↗ — regras de transição.
- Lei 8.213/1991 ↗ — regime geral e cálculo do benefício.
- Decreto 12.797/2025 ↗ — salário mínimo de 2026 (R$ 1.621,00), usado como piso, vigente desde 1º/01/2026.
- Portaria MPS/MF nº 13/2026 ↗ — teto do RGPS em 2026 (R$ 8.475,55) e reajuste dos benefícios.
- Meu INSS ↗ — canal oficial para o cálculo definitivo.
Histórico de revisões
Julho de 2026 (09/07)
Verificação dos valores de 2026 (salário mínimo de R$ 1.621, Decreto 12.797/2025; teto de R$ 8.475,55, Portaria MPS/MF nº 13/2026), links diretos para os atos oficiais, correção dos links de serviços do INSS nas guias e publicação das guias de aposentadoria especial, do professor, rural e por incapacidade permanente.
Julho de 2026 (08/07)
Publicação desta metodologia, com a descrição das regras cobertas pelo simulador (pontos, idade progressiva, pedágios de 50% e 100%, regra por idade) e das limitações conhecidas.
Julho de 2026 (07/07)
Conferência dos parâmetros das regras de transição vigentes em 2026 (93/103 pontos; idade mínima progressiva de 59a6m/64a6m) contra o texto da EC 103/2019.
Processo de revisão
Revisamos os parâmetros ao menos a cada semestre e sempre que uma regra muda ou sai um novo reajuste (o principal ocorre em janeiro, com o novo salário mínimo e o novo teto). A última atualização desta metodologia foi em 2026-07 e a próxima revisão está prevista para 2027-01. Encontrou uma divergência? Escreva para o nosso contato — correções de conteúdo YMYL são prioridade.
Aposenta.br é um site independente. Não somos o INSS nem o governo. As estimativas são informativas, podem mudar e não garantem direito — confirme sempre no Meu INSS e, em casos complexos, consulte um advogado previdenciário.
Atualizado em 2026-07 · Próxima revisão prevista: 2027-01